Terça-feira, Julho 07, 2009
Sobre outra coisa...
Eu viria aqui hoje contar sobre os 3 meses do pequeno, sobre cupcakes e família. Faz um tempo também que pensava em escrever como a morte da Pina Bausch havia me deixado imensamente triste. Daí que eu abrí o jornal e lí o texto de hoje do Jabor e tudo que eu pensava em escrever foi se tornando tão bobo e tão infantl e tão medíocre diante da grandiosidade de Pina. Então se você tiver interesse procure o segundo caderno do Globo de hoje. Porque com certeza o mundo vai sentir falta dela. Seus espetáculos magníficos que assistí ao longo da vida. Tudo era lindo. A cena, as músicas, os bailarinos. Porque Pina Bausch é um degrau acima de nós mortais. E eu queria que ela fosse imortal. Não era... não foi... mas sua obra será. Ainda bem!
Sexta-feira, Junho 26, 2009
Même

Eu tive esse blog secreto por um tempo, depois tinha uns três leitores e assim fiquei por um tempo. Aí o post da perda do bebê deu uma bombada de solidariedade nele. Quando eu comecei a falar da gravidez e do nascimento do Heitor as leitoras aumentaram e blogueiras da qual eu acompanhava começaram a aparecer por aqui e no começo eu sentí um medinho, depois vergonha das baboseiras que eu escrevia e aí veio junto uma certa responsabilidade de fazer bem feito!
A prova que eu tenho leitoras é que a fofa da Thaís me convidou pra uma blogagem e me condecorou com um Même, que segundo ela é uma brincadeira virtual entre blogs, com algumas regrinhas (juro que dessa vez vou seguir!). Nesse caso, o "même" foi inventado pela criativa autora do Pacha, e a idéia é contar "cinco coisas que não sou, gostaria de ser, mas arrisco".
Só que nessa fase de mudança profissional a proposta caiu que nem uma bomba(rá!) e eu fiquei meio perdida. Mas aqui vai minha listinha:
1. Cinéfila:
Seguinte eu AMO cinema. Acho um programão, vejo qualquer filme incluindo os ruins. Casei com um cineasta e tal. Mas eu gosto de cinema e ponto. Não sei discutir sobre um filme, não sou articulada, não defendo diretores, não tenho talento para críticas e aí as vezes não tenho credibilidade.
2. Organizada:
Eu tento, juro! Arrumo a carteira e meu trabalho só dura três dias. Minha bolsa é um lixo. Eu perco minhas coisas e isso me deixa triste. Todo começo de ano digo que vai ser diferente mas nada...
3. Decoradora/Artesã/Design ou qualquer coisa que precisse de criatividade e trabalho manual:
Eu já decorei mesa de festa de criança, bordei figurino de ballet, fiz muito tricô para passar o tempo no avião, lembrancinhas da maternidade, adoro! O próximo projeto é a lembrancinha do batizado do pequeno.
4. Falar várias línguas:
Poxa eu aprendí a falar inglês na Alemanha (???) Do You know what it mean?
Francês já entrei e saí várias vezes da Aliança Francesa mas me falta a cara de pau! Mesmo me prometendo todas as vezes que eu voltava de lá que eu não morrerei sem ser fluente nessa língua. Ainda tem o espanhol para trocar uma ideia com Los Hermanos...
5. Mãe:
Acho que essa não vale né? Mas é que desde o João em 2001 eu sempre tive um molequinho adotado no meu coração!!!
Já que a número cinco não valeu eu queria muito ter boa memória. Eu já fui a mais de 20 países, uma porrada de vezes a Paris, Nova York, Buenos Aires e etc e tal. Mas eu esqueço os nomes das ruas, dos restaurantes das lojinhas legais. E eu odeio isso. As vezes quero indicar um lugar pra alguém e fico com cara de bocó sabe assim? Meu marido é o oposto. Guarda os nomes de tudo e eu morro de inveja!
Eu também queria ser blogueira das boas (rá!)
Então agora eu tenho que indicar 5 blogs. Lá vai:
Juliana do JujulovesNYC
Catarina do Pensando Alto
Cristiana do CariocaKids
Jack do blog dele mesmo
Flavia do Agora Somos Três
Sábado, Junho 20, 2009
Gordinho
Heitor foi pesado e medido na útlima quinta 18.
Aos dois meses pesa 6.400 kg. e mede 58,5 cm.
Um meninão esse aqui!
Senhor proteja minha lombar!
Aos dois meses pesa 6.400 kg. e mede 58,5 cm.
Um meninão esse aqui!
Senhor proteja minha lombar!
Domingo, Junho 14, 2009
Ramai
Eu a conhecí quando eu tinha uns 8 anos. Era a primeira vez que eu dançaria no Teatro Municipal na festa de fim de ano da escola de danças. Estava vestida de verde bandeira da cabeça aos pés e o que deveria ser uma fantasia de flor parecia mais uma erva daninha. Ela estava linda toda de azul turquesa vestida de cavalo marinho e apesar de ser da minha idade (ok, ela é 6 meses mais nova admito!) usava sapatilha de ponta, uma verdadeira obsessão para as pobres mortais com talento mais restrito como as meninas da minha turma. Mas ela era meio chatinha, bobinha e fazia um escndalo por ter perdido a tarracha do brinco... eu peguei uma borracha e dei pra ela colocar nolugar da tarracha e parar de reclamar naquele camarim apinhado de meninas frenéticas e vestidas das cores do arco íris.
Começou assim nossa amizade e esse episódio define bem a gente. Ela sempre emoção e eu racional (quase chata)

A gente foi crescendo e nossas vidas sempre caminharam lado a lado.
Com uns 14 a gente fugia do ensaio pra comer bolo de cenoura da Bernadete e ela magra que só pagava porção extra da calda de chocolate. E a gente frequentava aquela boite na Torre do Rio Sul.
Com uns 16 atravessávamos a ponte Rio/Niterói jogando Tetris e ouvindo walkman. Eu gostava de Lulu Santos e ela era a rainha da black music. O que bombava nessa época era o baile soul da Fundição, e ela detonava na pista!
Nessa época a gente gastava o salário todo na Cantão!
Com uns 17/18 dividíamos dietas e receitas milagrosas de emagrecer e sofremos juntas na época do Corpo de Baile do Municipal do Rio. A gente já ganhava melhor e sonhava com um camisa de chamois e a bolsa da Victor Hugo (é, a gente já foi cafona!)
Aí, ela foi embora e eu fiquei caidinha, caidinha...

Uns 3 anos depois a vida nos juntou novamente (com um empurrãozinho dela of course!)
Quando a gente tava pobre a gente se divertia comprando fogão vagabundo e cultivando queijo brie na geladeira.
Quando eu fui morar sozinha ela ia comigo na Tok & Stok escolher móvel.
Quando eu deixei de ser careta ela segurava a minha testa para eu vomitar o álcool ingerido num fígado despreparado.
Quando eu surtei ela não me julgou.
Quando eu operei o pé, ela quebrou a perna pra gente andar juntas de muletas.
Quando eu casei ela ia pra minha casa ficar vendo vestido de noiva comigo sem reclamar e no dia da festa eu fiz questão que ela entrasse primeiro no cortejo das madrinhas para que todos vissem como ela tava gata de dourado.
Quando eu perdí um neném com 4 meses de gravidez ela ia para minha casa só para eu não chorar sozinha.
Depois eu engravidei de novo e ela chorou junto comigo de alegria e cuidava de mim na coxia para que eu não enjoasse.
Quando a vida tava chata a gente se enchia de vinho e ria de qualquer besteira ou filosofava sobre qualquer besteira porque ela adora filosofar.
Mas a Dani sabe rir e fazer a gente rir sem alcool também, porque se alguém é verdadeiramente engraçada é essa menina.
E agora depois de todos esses anos eu vou ter que me acostumar a viver sem ela... porque agora a gente cresceu. E por enquanto ela ficou lá e eu vim pra cá. E a gente só vai se falar por scrap. E ela só conhece o Heitor pela webcam. E a vida tá estranha sem a risada e a unha postiça dela...
Começou assim nossa amizade e esse episódio define bem a gente. Ela sempre emoção e eu racional (quase chata)

A gente foi crescendo e nossas vidas sempre caminharam lado a lado.
Com uns 14 a gente fugia do ensaio pra comer bolo de cenoura da Bernadete e ela magra que só pagava porção extra da calda de chocolate. E a gente frequentava aquela boite na Torre do Rio Sul.
Com uns 16 atravessávamos a ponte Rio/Niterói jogando Tetris e ouvindo walkman. Eu gostava de Lulu Santos e ela era a rainha da black music. O que bombava nessa época era o baile soul da Fundição, e ela detonava na pista!
Nessa época a gente gastava o salário todo na Cantão!
Com uns 17/18 dividíamos dietas e receitas milagrosas de emagrecer e sofremos juntas na época do Corpo de Baile do Municipal do Rio. A gente já ganhava melhor e sonhava com um camisa de chamois e a bolsa da Victor Hugo (é, a gente já foi cafona!)
Aí, ela foi embora e eu fiquei caidinha, caidinha...
Uns 3 anos depois a vida nos juntou novamente (com um empurrãozinho dela of course!)
Quando a gente tava pobre a gente se divertia comprando fogão vagabundo e cultivando queijo brie na geladeira.
Quando eu fui morar sozinha ela ia comigo na Tok & Stok escolher móvel.
Quando eu deixei de ser careta ela segurava a minha testa para eu vomitar o álcool ingerido num fígado despreparado.
Quando eu surtei ela não me julgou.
Quando eu operei o pé, ela quebrou a perna pra gente andar juntas de muletas.
Quando eu casei ela ia pra minha casa ficar vendo vestido de noiva comigo sem reclamar e no dia da festa eu fiz questão que ela entrasse primeiro no cortejo das madrinhas para que todos vissem como ela tava gata de dourado.
Quando eu perdí um neném com 4 meses de gravidez ela ia para minha casa só para eu não chorar sozinha.
Depois eu engravidei de novo e ela chorou junto comigo de alegria e cuidava de mim na coxia para que eu não enjoasse.
Quando a vida tava chata a gente se enchia de vinho e ria de qualquer besteira ou filosofava sobre qualquer besteira porque ela adora filosofar.
Mas a Dani sabe rir e fazer a gente rir sem alcool também, porque se alguém é verdadeiramente engraçada é essa menina.
E agora depois de todos esses anos eu vou ter que me acostumar a viver sem ela... porque agora a gente cresceu. E por enquanto ela ficou lá e eu vim pra cá. E a gente só vai se falar por scrap. E ela só conhece o Heitor pela webcam. E a vida tá estranha sem a risada e a unha postiça dela...
Sexta-feira, Junho 12, 2009
Não sei...
Como vivia sem essa coisa gostosa do meu filho! Êta menino bonzinho...
A vida andou me testanto nesses últimos meses, me fez duvidar das pessoas mais confiáveis, tive vontade de mandar vários deles para aquele lugar que vocês sabem qual (ia falar puta que pariu mas agora como mãe de família tenho me esforçado para parar de falar palavrão!), mas aí esse menino me olha com esse olhar lá no fundo, tão sincero... essa carinha de que precisa de mim, de que me ama e confia em mim para tudo, e eu ? Esqueço todos os problemas me sinto FODA (ops, escapou!).
A vida andou me testanto nesses últimos meses, me fez duvidar das pessoas mais confiáveis, tive vontade de mandar vários deles para aquele lugar que vocês sabem qual (ia falar puta que pariu mas agora como mãe de família tenho me esforçado para parar de falar palavrão!), mas aí esse menino me olha com esse olhar lá no fundo, tão sincero... essa carinha de que precisa de mim, de que me ama e confia em mim para tudo, e eu ? Esqueço todos os problemas me sinto FODA (ops, escapou!).
Quarta-feira, Junho 03, 2009
Ponto final
Hoje é um marco na minha vida. Saí daqui aos 23 anos e fui para Belo Horizonte ser feliz! E lá fui intensamente feliz, triste, fudida, mais do que feliz, realizada. A vida lá apesar da pacata cidade foi intensa! Viví amores e encontrei o homem da minha vida que seria depois o pai do meu filho. Tive meus momentos de doideira e caretice. Me permití ser irresponsável assim como aprendí a ser imensamente responsável pela minha vida! Saí da casa dos pais... Lembro como foi feliz o dia da mudança. Entrei no ônibus da Útil na rodoviária Novo Rio com 4 malas e uma televisão 14 polegadas me sentindo dona do meu próprio nariz! Fodona mesmo! Tinha me libertado. Era a realização do sonho de dançar na melhor companhia de dança do país (na minha opinião!), aquela que fazia meus olhos brilharem e meu coração disparar ao final de cada espetáculo. Hoje volto de lá com um caminhão lotado e está sendo necessário 8 homens para empacotar tudo.
O castelo está sendo desmontado, e isso dói no fundinho do coração. Alí era o cantinho dos sonhos. Tudo foi sonhado, planejado, fabricado exatamente do jeitinho que a gente queria. Foi construído aos poucos e sem pressa. A felicidade era ficar alí de bobeira... com a mesa do café posta até as 2 da tarde, para dar tempo de saborear as broinhas da Enrico (a padaria!).
Agora é recomeçar! Voltar para minha cidade, refazer o castelo por aqui. Se por um lado há tristeza, existe a alegria do recomeço. E o medo, claro do futuro ainda indefinido.
Heitor sai ganhando nessa história. Será poupado da ausência do pai, de horas em aeroporto, de ficar sozinho com babá ou até mesmo ter que ir para uma creche. De uma mãe chorosa de saudade. Fora que poupar meu filho de sentir saudade não tem preço. E de ter a primeira papinha preparada pela vovó também não!
Hoje olho pra trás e saio feliz... de lembrar daquela menina entrando naquele ônibus cheia de sonhos e me ver mulher, mãe, e saber que continuo sonhando.
Eu queria ter tentado queria que o Heitor convivesse com pessoas maravilhosas, amigos verdadeiros que me acompanharam nessa jornada, mas eles não quiseram...
Eu fiz a minha família, e saí da deles...
Azar pra uns, sorte pra outros!
Que assim seja.
O castelo está sendo desmontado, e isso dói no fundinho do coração. Alí era o cantinho dos sonhos. Tudo foi sonhado, planejado, fabricado exatamente do jeitinho que a gente queria. Foi construído aos poucos e sem pressa. A felicidade era ficar alí de bobeira... com a mesa do café posta até as 2 da tarde, para dar tempo de saborear as broinhas da Enrico (a padaria!).
Agora é recomeçar! Voltar para minha cidade, refazer o castelo por aqui. Se por um lado há tristeza, existe a alegria do recomeço. E o medo, claro do futuro ainda indefinido.
Heitor sai ganhando nessa história. Será poupado da ausência do pai, de horas em aeroporto, de ficar sozinho com babá ou até mesmo ter que ir para uma creche. De uma mãe chorosa de saudade. Fora que poupar meu filho de sentir saudade não tem preço. E de ter a primeira papinha preparada pela vovó também não!
Hoje olho pra trás e saio feliz... de lembrar daquela menina entrando naquele ônibus cheia de sonhos e me ver mulher, mãe, e saber que continuo sonhando.
Eu queria ter tentado queria que o Heitor convivesse com pessoas maravilhosas, amigos verdadeiros que me acompanharam nessa jornada, mas eles não quiseram...
Eu fiz a minha família, e saí da deles...
Azar pra uns, sorte pra outros!
Que assim seja.
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